Semente
Sento-me no sol secreto À espera da sombra Sento-me no sol secreto À espera da sombra O corpo solene espreita No fumo solto O corpo solene espreita No fogo solto A noite permanece sentada Aguardando o destino A memória repete-se E regressa à rua do frio e do quente Do abraço e do beijo De um comboio a naufragar Uma viagem contínua mas suspensa O corpo solene espreita No fumo solto O corpo solene espreita No fogo solto E a sentença da alma que não vai sentir E a lembrança da alma qua não vai adormecer E a promessa da alma que vai existir Sento-me no sol secreto À espera da sombra Sento-me no sol secreto À espera da sombra
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Estou num lugar onde sinto Estou num lugar onde sou Somos nós em espelho com o tempo Aguardando outra passagem Instantes sublimes Irrepetíveis Estou num lugar onde não sinto Estou num lugar onde não sou E não vamos esperar E não vou esperar
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Mostra a vida que é para sempre Não há pouca coisa Na toada da terra São poemas com pedras Chora o corpo presente Chora o corpo nascente Na toadada terra São poemas com pedras Chora o corpo presente Chora o corpe nascente
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
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Á janela silenciosa Paredes fechadas ao entardecer Longe da memória Cabelos brancos Solo de um passado De passos cegos foge a saudade Limando os ossos vestidos de noite A história em palavras repete-se inteira E sobre os dedos repousam murmúrios Bela e etérea Bela e eterna Contam-se segredos na boca de um anjo Um dedo ao olhar que te amo Cortam-se segredos na boca de um anjo Cortam-se segredos na boca de um anjo
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Vem caminhar Deixa a sombra Solta os pés que queimam o chão Abraça o meu corpo Dormente do frio Entre os braços cerrados Pele com pele cinza em mim Agarra o coração Pele com pele cinza em mim Agarra o coração O silêncio amargo na boca O silêncio amargo na boca Pele com pele cinza em mim Agarra o coração Pele com pele cinza em mim Agarra o coração
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Nas falhas quentes das feridas abertas Percorre a minha língua laminosa O homem passeia o seu animal Com o olhar invisível saboreando o chão A senhora das rugas sente uma pedra na sua cabeça Uma faca a retirar o coração As janelas qua se impõem na sombra Falam do nada qua veem O chão ergue-se e cai Um homem passeia o jornal As palavras morrem esmagadas umas contra as outras O vento lânguido sufoca roupas expostas Toma um gole de ar e adormece O céu queima a alma sobre nós cai na manhã Esta é a f'é de todos os homens diante do tempo Este é o céu que cai sobre nós O céu queima a alma sobre nós cai na manhã O céu queima a alma sobre nós cai na manhã Conta uma história por mim Respirar Afaga o teu rosto na palma da mão Conta um sonho por mim Devagar Afoga o teu rosto na palma da mão
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026