O Sangue da Noite
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Lua solsticial, deusa e rainha Pálido reflexo nas negras águas Nai das artes do outro lado As artes do eclipse Abre a porta, abre a porta à noite Noite, mostra o esplendor Um abraço de negrume e mistério Deixa que a daga rasgue o teu véu Noite, o teu sangue flue, noite; Cae em fervença sobre este plano Sobre este mundo Noite, o teu sangue flue, noite; Cae em fervença sobre este mundo Vem esse manto de negrume Que enche este Panteom Bebe o sangue da noite Escuita a sua voz Mira nos seus olhos E escuita a sua voz Escuita a voz da noite
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Eis a espada baixo a água Fria ferrugem esquecida Num sentido que já nom é Eis as lajes orgulhosas No seu banho em sangue Quebradas e profanadas Eis as lajes Eis os tempos Do eterno fulgor e a firmeza Aquelas brilhantes torres Aqueles sendeiros Aquela força com a que ardia Nestas ferrarias do vazio Já só se martelam pensamentos Até que nada fica Som esses martelos os que anunciam Tormento e decadência A era escura Eis a cinza, Eis a nada Eis sofrimento, Eis decadência Aquelas pétreas lajes, aqueles sendeiros… Já se escuita martelar nas ferrarias Já se escuita bater! E o que antes laje, agora pó; O que antes espada, agora ferrugem
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Bestas do selvagem: Vos que recibides os horizontes de sangue quem é a que vem voando Para calmar a sua sede? Bestas do selvagem: Vos que lhe ouveades à estrela de Perseo Sussurrade: qual é o mistério De sonhos e instinto nocturno? Quando luz e escuridade som umha Momento do solpor O silencio repara nos mistérios Estrela de Perseo: Qual é o nome da que chanta os seus colmilhos na carne? Sussurrade: qual é o mistério das musas Que venhem ao solpor? Quando a luz quer dar passo à escuridade Alongam-se as sombras e enfria o ar Bestas de essencia feral, sussurrade: É Ela! O Espirito da Noite! Quando os mortos andam O seu caminho cara o poente É o momento do solpor O Solpor dos Mistérios
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
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O rasto claro, entre lama e folha De negro Novembro Os olhos cheios de lua Alimentados de fame E segue, e segue e persegue E vai atrás dele E fame, e fame e mais fame Que alimenta a cavalgada E nem póla, nem tronco Nem terra nem pedra Ham deter as frechas em chamas O! Arqueiro de 12 asas O vento da noite recende a sanque O resplandor do raio a prender nas setas O guia do próprio destino Entre os estrondos nos céus de negro outono Os olhos cheios de raios a prender nas setas Cortam as frechas O ar, reflexo de pensamento Reflexo de palavra Deixam um alvo em sangue Deixam um alvo em chamas O! Arqueiro: conheces o raio Conheces o negro outono!
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Fauces em sangue, fita cara o vale E os seus rabanhos da escravidom A adorar as cadeias Nas devesas da escuridade ti és todo Acovilho da libertaçom Olhar de lume, nunca queiras A existencia de servidume Filho de Lucifer, eterno oponhente E inimigo além das luzes: Leva o temor aos campos A aquele que esqueceu o que era Vigilante e furtivo O que desgarra a carne O que morde o osso Filho da noite, dono do selvagem Em eterna soidade: Faz da devesa teu trono Da morte entre as folhas Livre o espírito Entre monte e lua ti és todo Acovilho da noite E o bafo escapava Entre lingua, sangue e cairos E gélido era o ar da madrugada Teu o enfeitiçante arrepio Um ouveo que falava Falava e berrava: Que as devesas som dos lobos
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Corno cerval, pai do conhecimento E sopro de toda vida Sempre alheio ao bem e ao mal Tem de ser destruiçom e criaçom Destronar para entronar Facho de negra luz Empurra desde as névoas eternas Do mais profundo vale Até o claro e frio cumio Ascensom é extenuaçom mas também trono Céu limpo e tormenta Brilhante luz e negra escuridade Cabeça negra do castrom Alento e ansia Estrondo de cadeias ao partir Baphomet Rashulmat O sendeiro deixa ver cavorcos Para chegar à coroa Porque é ali, entre pedra e frio vento Onde partem as cadeias É ali onde está, livre e selvagem Baphomet no Rashulmat Cabeça negra do castrom Alonieco dos cornos: Som as antigas sendas as que levam cara ti; Levam a um Nemeton de corvos
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Vem o vento do arco dos mortos Vem por carreiro estreito Vai o nevoeiro entre pedra e folha Vai a descer cara o fundo Profundo está o poço Negras as águas do abismo Negro o abismo de sangue Negra a fervença Ela desce, desce e sobe Ela enrosca-se em mente Contorna-se em corpo Enrola-se em espirito Baixo as águas abre os olhos ao instinto Águas em primigénia fertilidade Vem ela da noite dos tempos Vem por regato estreito Vam as trevas A descer cara o fundo Forte é o abraço da Serpe Claro caminho ao que sub-jaz ao consciente Forte é o abraço da Serpe Remuinho cara o sub-jacente Ela sibila, sibila e abraça e contorna-se É o corpo, é a mente, é o espirito
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
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