Sad Theory
Album • 2012
Neutralidade obsessiva, Taciturno por impulso, Abusivo em um canto de neurose, Esquizóide primal acima das cabeças, Fase perversotemporal em busca do sumo, Paranóia hebefrênica da pulsão escópica do outro, Coletividade inconsciente de comportamento neurótico sincrético, Arquétipos esquizofrênicos de um item abusado, Narcisismo primário na totalidade histérica, Intermediálise sintomática invertida, Transtorno poético compulsivo, Mal-estar da civilização, Taciturno por impulso, Neutralidade obsessiva: Tudo isso, meu amigo, é você!
Submitted by Cyberwaste — Apr 25, 2025
Dissecção abstrata. Um olhar em abstinência Destila suor entre ficções ambíguas. Apalpo o silêncio. Ao enfermo é proibido segredar coisas belas e sujas. Surpreendo a libido Tornando o espelho meu cadafalso. O tropeço do papel sob as unhas, Qual moscas na retina. Rejeito a forma. Procuro o chão opaco contra retalhos agudos. Cada enigma mudo, Regurgita imagens nítidas de Deus. Ou não.
Submitted by Pestilence — Apr 25, 2025
Três patetas céticos Altercam monólogos míopes. Confabulam virtudes abjetas. O seio deficiente da carne. Três patetas sádicos Versejam avareza ingênua. Acusam o prazer cínico da culpa, Coagulando afeto aos miseráveis. Entre estes, a servidão da palavra. O recato do suicida. Nenhuma decência reservada à bílis. Apenas à remissão do covarde. E onde o cego acolhe o tolo, Cuja sede devora Orfeu, Restaram três patetas mendicantes, Solfejando meias verdades.
Submitted by Corpse Defiler — Apr 25, 2025
Saliva entalada na garganta Estômago amarrado: Tateio espremido por dentro da parede, A fumaça escura do pulmão. Tenciono a introspecção fédida Da dentição apodrecida: Entorno escurecido no canino, Basta um espelho. Discrepância estridente Dedos soterrados no ouvido: Uma fuga para a dor, Refluxo engolido.
Submitted by Immortal — Apr 25, 2025
Espesso semblante desvirtuado Perturbações acrobáticas do corpo: Então comprime os músculos do braço Inventa as costas no chão. Coronárias estáticas: olhos virados Brancos. Imensamente brancos Reluta o céu da boca Afoga-se em salivas mastigadas Mas engole a seco, pó. O rosto esbarra pedras. Coronárias salítricas: olhos virados Tortos. Imensamente tortos É da mesma paisagem que o fim - Confunde as pernas sobre as outras – Alguém o chama: Apenas uma voz funda... longe.
Submitted by Sexy Gargoyle — Apr 25, 2025
Grãos de pólvora. Cores intensas aliviam falsas euforias. Uma elegia ao medo. Seus dedos mornos cauterizam o olhar mudo. Freqüências invertidas conduzindo esperma e lucidez. Passos trôpegos. Serão as almas castas, Como esquifes de absinto? Melhor o suor do fígado, Que a cortesia imunda de profetas mortos. Estando desperto, Sonho com abutres a devorar meus punhos. A carne rasgada junto aos ossos. Há pus em minha saliva, mas não me importo. Um quarto vazio. Sangue sob os lençóis. Recorto palavras contraditas, Costuradas em silêncio profano. Às vezes, até uma mentira conserva sua ventura. Afinal, as vozes não mais ecoam.
Submitted by MetalElf — Apr 25, 2025
Longe com esse discurso gago, Corrompido e carcomido pelo tempo passado. Distante com esse odor Mendigando coerência discreta ao mau-cheiro. De lado com esse moribundo pensamento Míope de ser igual. Fora com esse falso-entendimento Caquético de todos os outros. Esconda-se com esse sinal de íngua, Carne seca de todos os dias. Finja-se com esse mastigo enervado, Perverso adquirido. Abotoa-se com esse nó na garganta: Majorento trespassado, Naco desdentado, Não você, o outro.
Submitted by Morgoth — Apr 25, 2025
Onde estão os mortos? Nódoas de bálsamo sonham a guerra. O jovial odor desta aurora, sufocada com sangue. Somos todos cúmplices. Somos todos vítimas. A derrota disciplina o homem. Amarga ideologias insalubres, Esmaecidas em sofismo pueril. Somos todos sombras. Somos todos júbilo. Efígies ressequidas sob coisa alguma, Restam entre os vivos. Ao Oráculo, dedico o vil fulgor Desta tragédia imunda: “Revolvendo a terra, Qual o silvo da serpente A queimar os olhos, Duas Luas se encontram Amargando espectros bifrontes. Outro cortejo fúnebre celebrado Por homens de sal e ferrugem. Mais um adeus cômico. Fastio. E nada mais. Nada mais.”
Submitted by Lake of Tears — Apr 25, 2025
Domo sua fúria tesa Com passos leves de bailarino russo E gritos e sussurros mouros Gingo sua carne ainda viva A lâmina atravessa sua costas, Rasga o couro e corta suas entranhas Vermelho espesso ressecando ao sol Colocado ao lado da cor A platéia assiste atônita Quando caí cambaleante O corpo tremendo, vacilante Pela morte vinda igual rapina Mata-me como fez com meus irmãos, Mostre minhas tripas para o rei. E nesta tarde Fiz uma tauromaquia revertida
Submitted by Celtic Frost — Apr 25, 2025
O Titubear de sua cabeça: Craveja espinhos em seu estômago, Expira catarro pulmonar E encosta-se na parede do bueiro. Respira a carniça do urubu, Mas sai ferido de seu almoço. (a disputa foi covarde) Coça as unhas de sebo. À noite em seu cafofo, Arranha o espelho em que se vê, Despe fios do cabelo E com os punhos cerrados para cima Grita que é rei.
Submitted by Corpse Defiler — Apr 25, 2025
Nesta cidade De opacas manhãs, Longe das idéias A coesão se dissipa. Inversão de lugares com Olhos de não estar. Mas apenas perdido no meio: A mesma neblina. Nesta cidade De surdas tardes, Um cisco no canto da ruga: O pigarro da nicotina. Cada um no seu estalar, Mas livres do chão. Perto do alto súbito, A mesma dor invertida. Nesta cidade De nubladas noites: Metáforas do concreto, Ecoam em sua memória.
Submitted by Sexy Gargoyle — Apr 25, 2025
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