Miasthenia
Album • 2000
O conselho das tribos pagãs está reunido na Montanha da Lua Visões de uma tragédia são narradas pelo velho sacerdote: "Vejo sombras aterradoras passando por nossa terra Vejo em espírito um templo destruído... seres doentios... E um sacerdote renegado chegando ao Povo dos Falcões, querendo roubar-lhes a alma Vejo à nós, que viemos de distantes vales e florestas, enfrentar o inimigo" Em êxtase o semideus decifra as mensagens nas constelações estelares: "Muito se modificara na superfície da Terra As noites no vale da Lua serão frias Tombarão montanhas e os mares se levantarão E as trevas nos envolverão..." Longos séculos de esplendores decaídos Erguidos agora na escuridão de nossos corações Repousando sob o oceano verde selvas De tempos perdidos sob velhos pergaminhos Rumores do século XVI Hordas pagãs marcham sob o continente Nemep-wa Matas... Ruínas pagãs sob o brilho da Lua parecem habitadas na escuridão E a flecha de ouro de Inti que outrora trazia o brilho Forma constantes tempestades sobre os meridianos Sombras aterradoras...
Submitted by NecroLord — Apr 25, 2025
Lua de imortais mistérios Trazendo ventos guerra... Para a marcha... São montanhas que surgiram dos mares Trazendo símbolos de um deus cristão Doença e tirania... Impérios lutando pela hegemonia Manchando o sul dos trópicos Impondo a cruz e a espada Tecendo sua tirania... Ódio e vingança... Pela forca de Quilla!!! Que o sangue cristão seja derramado!!! Impiedosos sacerdotes anunciam uma visão A fúria dos deuses... Os horizontes se tornaram rubros Os céus se calam Ante ao iminente sopro de tempestades de fúria... Abismos são venerados por hordas demoníacas, Desde lagos e florestas... Derramando sêmen e sangue sobre a cruz. Ritos impuros em nebulosos templos Danças visionarias... Tempos ancestrais Onde nossas almas pereceram Filhos da Velha Montanha Heróis do Fogo e da Guerra Trágico hino entoamos...
Submitted by BloodShrine — Apr 25, 2025
Rumores do século XVI, revelam hordas de invasores cristãos marchando sobre Tiahuanaco. Destruindo templos e ídolos pagãos, talhando uma bastarda civilização. Os monólitos misteriosos afligem cristãos invasores que temerosos erguem sua cruz sob estilhaços pagãos. Sob estranhos impérios, uma eterna maldição é lançada... Ódio & vingança é o meu coração, o último Recinto pagão... Do alto da pirâmide celeste O oráculo dos Lupakas Homens sóis de tempos pré-incas Bebendo o sangue de seus inimigos Devorando o coração palpitante dos vencidos Em antigas blasfêmias. A face petrificada de uma divindade Guarda a Porta do Sol... Olhos alados em lágrimas de um deus pagão São espelhos de ventos e tempestades São "poemas de Lava" de Tiahuanaco São manchas pagãs! São Lagrimones do Falcão! Pela antiga Lua sulamerica Em mitos incaicos Coragem & resistência Antigos totens da guerra e do poder.
Submitted by Sexy Gargoyle — Apr 25, 2025
Num episódio mítico, Paa-zuma reinava sobre uma cidade paradisíaca na cavidade de um vale fértil, florido de árvores maravilhosas, presidindo os destinos do universo é o deus mais antigo do Titikaka. Um dia as águas subiram tanto que invadiram o vale e nenhum habitante escapou à monstruosa inundação. Só o felino que subiu até o alto do Sol, tornando a ilha sagrada no coração de um mar lacustre. Quando o sol se extingue e as trevas reinam não se vê mais do que as verdes pupilas do Puma. Durante muito tempo esta foi a única luz que iluminou o lago e que os povos das Cordilheiras percebiam. As águas baixaram e os ancestrais adotaram o Puma como Tótem supremo. E quando o felino morreu, Paa-zuma divinizou-o sob a forma de um rochedo no cume da ilha sagrada... A ilha do Puma... Perdidos vestígios pagãos, escapados à submersão falam sobre a lenda, a cidade mítica de Paa-zuma, perdida nas brumas do tempo. O sol se extingui e as trevas reinam Vejo minha face petrificada sob o Portal da Lua Em abismos flamejantes de minhas visões O poder do sangue ruge nos rios de minh'alma. Fui expulso de meu mundo Tornei-me um apocalipse Correndo com a tempestade Confrontando o imensionável. Adentrei ao reino da morte... Antecipei minha existência e morte Decidindo sobre meu destino Derrubei os dogmas sobre a morte Enquanto o sangue negro corria de minhas veias abertas. E partindo na noite... Sobre imenso mar Em dramática sinfonia... Lá estava o reino de Paa-zuma Estou de volta ao reino de Paa-zuma Antigo palco de sonhos & tragédias Glória ilustre pagã!!! Escute nossa voz, jamais alguém passou por aqui Em escura jornada De encontro ao estado primordial - Mítico reino perdido Onde velho descansarei desta jornada.
Submitted by Dahmers Fridge — Apr 25, 2025
Minha mente sobrevoa tempos ancestrais, onde rituais de rebelião permanecem em essência.. Guerreiros e Amazonas abraçam o ritual, unindo-se contra o invasor, semeando o medo e anunciando o desconhecido. Aos olhos do invasor que os teme por seus mistérios. Candelabros ardem em minhas visões. Perfumes de incensos desfilam pelo ar... Os poderes ancestrais se manifestam nesta noite... No Vale das Sombras aguardamos a batalha Final, e após os mil anos destruiremos a Cidade Santa...Puro como a noite o mal se manifesta. O sol desaparecerá eternamente. E meus inimigos cairão!!! Senhores do fogo e da terra!!! Selando com a espada e o cálice este poema... Guardiões da Torre do Sul!!! Espíritos sombrios das florestas Nós evocamos!!! As chamas permanecem acessas Evocando o centro de nosso ser Destruindo e purificando Pagã alquimia de nossos desejos. Murmúrios de séculos Rituais de rebelião Envoltos em feitiços sabáticos Visões de ancestrais paganismos Taqui ongoy! A dança da enfermidade Caminhando para a floresta Nós bebemos do cálice Celebrando a Grande Deusa... Quilla!!! Rituais de Rebelião Purificando a deusa terra Rituais de Rebelião!!!
Submitted by NecroLord — Apr 25, 2025
Outrora corpos animados de homens comandavam os exércitos, conquistavam as províncias, possuíam os tesouros, saqueavam os templos. Exultavam no seu orgulho, sua majestade, sua fortuna, sua glória e seu poder. Elas são esvanecidas, estas glórias, como as terríveis fumaças vomitdas pelos fogos infernais do Popocatépetl. Nada, salvo algumas linhas de uma página, para as fazer voltar à nossa lembrança! (Netzahualcoyotl, Rei de Texcoco) Há séculos seus campos estão em chamas. Os meridianos sangram suas memórias, enquanto seus filhos brincam em jardins de mentiras, celebrando o vazio, cultuando símbolos inimigos. Somos totens supremos Cavalgando nos confins do limbo Aclamando com orgulho... Fazemos entoar rumores de guerra Uma supremacia perdida e nossa horda de seres invisíveis Em êxtases animistas blasfêmicos Somos a tragédia em suas veias Correndo para nossa fortaleza na intensa floresta Derramando poemas em lágrimas Memórias ancestrais... Nossos corpos estão adoecendo E lá onde os nobres descansam Brilha mais uma pálida constelação De nossos sonhos e pesadelos... Dançando com minha sombra Movendo-se na escuridão Extravasando a fragilidade humana... Celebrando o invisível em cálices da morte E rasgando os véus que encobriram sua beleza Vejo-lhe agora desfigurada A beleza em rios de sangue correndo de sua face Nossa Era... Caos...
Submitted by NecroGod — Apr 25, 2025
O Xamã Makú, da tribo de nômades caçadores da floresta Amazônica prepara-nos a mágica porção alucinógena de viagens sobre a cosmos e o passado sulamericano, sobre Nemep-wa Matas (Domínio das Sombras), risos obscuros de profanações ouvimos das Sombras, a vaguear nas florestas taciturnamente espionam os mortais, na vampírica busca do sangue. Livres no tempo em meio a danças e cantos, rituais poemas. Sob selvagens horizontes retorno à terra - alma de meu povo. Sem paz. Com as minhas armas defendo sua memória enterrada. Retorno à terra e dela retiro minhas, o canto dos mortos. Glifos insólitos que habitam esta saga A saga de uma guerreiro ancestral As folhas caem num prelúdio E sangue dos deuses é derramado... Brumas Xamânicas! Fogo e tempestade em suas veias Delírios enfim de desumanos poderes... Seu corpo a floresta pulsante Seu sangue vestígio do tempo. Quilla!!! Vejo um deus sem face Caminhando entre as hordas de ataque Rituais de nossos desejos Cósmicos mistérios... Brumas Xamânicas em prelúdio Mitos de guerra, relatos do fim... Vejo formas exóticas e a saga de um guerreiro ancestral Numa confusa dimensão e o cérebro máquina em tirania Um vermelho profundo escurece minhas visões
Submitted by Nargaroth — Apr 25, 2025
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