Como nascem os monstros
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Cobaias de experimentos que não buscam curar Apenas vendem sofrimentos Em uma jaula invisível – engaiolados Alimentamos a máquina binária Comunidades de pessoas solitárias, Acuadas, tem medo de ficar de fora Cúmplices? Está além da nossa escolha Negação? Ceder à morte social? Nos perdemos em escombros digitais Mercados de dados nos moldam Aceitamos os termos que não lemos Na tirania da realidade consensual, existe liberdade, com o império da vigilância?
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Para nós, tudo é feito para estragar Pra eles, o melhor a se desperdiçar Terceiro mundo sugado Trabalhadores rendidos enganados, moídos Comendo o resto da própria carne Pagamos caro demais pelo obsoleto, envenenado sem conserto pelo tempo roubado Abastecendo Impérios O estrago está no radar Como máquinas ou produtos usados explorados, apertados até a peça espanar Assombrados pelo fantasma da substituição Engolimos orgulho com agonia pelo medo de perder o pão de cada dia Pagamos caro demais pelo obsoleto, envenenado sem conserto pelo tempo roubado
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Tomando o ser Nasce da dúvida Cresce na invenção Inominável, não oferece lógica o preferível, o razoável É um feitor autoritário Que reside no impensável Desarma e desorienta elimina a razão torna o absurdo justificável Retira o crivo do ridículo Exacerba a inibição Afugenta o natural Instaurando o horror Agindo ou se escondendo Rompe os fios tênues da concentração Paralisa, abala a confiança E faz aflorar a autodefesa... Leva embora a esperança Leva embora a esperança
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Corpos cansados, almas perdidas Buscam milagres, guiados pela tríade do controle: MEDO, CULPA E CASTIGO Não esperam o inferno Seu calvário é aqui. Temendo às pragas de deu$ Rogam por dignidade Almejam amparo, ou mesmo piedade A 'não-vida' que sustenta uma minoria. Prometendo o paraíso da prosperidade Acaba com a solidariedade O medo, fonte de persuasão Miséria, doença, inanição Gratos, aceitam a censura Fartos, abraçam o domínio Guiados, enfrentam a provação Pactos divinos, com preço e dia de quitação.
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
O pouco que tem condena o explorado a se calar O medo da perda massacra paralisa não deixa caminhar Entrega ao carrasco a inocência, a decência o controle de si A consequência Suportar o esvaziamento da vida Viver pelo pouco, pelo outro, por qualquer motivo que não seja por si ou pelos seus Aceitar o amargo dos sonhos desfeitos Destroços de um ideal de um mundo que não existirá Entrega ao carrasco a inocência, a decência o controle de si O conformismo, gerado pelo medo da perda, impediu o avanço, aceitou a derrota sem nunca tentar nunca tentar lutar e por fim... A decadência de levar uma vida não viva E restando o último suspiro, ao vulnerável, que descobre prestes a morrer que viveu uma vida em vão.
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
A paixão pela destruição Esboçada em palavras duras Legitimadas por abutres que buscam carcaças Derivam do medo em encarar as próprias frustrações Tentar falar, querer ser ouvido Desesperadamente, destruindo toda e qualquer tentativa de coexistência Pretensiosamente, assumindo Ser juiz e algoz Quando foi que você deixou de contemplar o mundo? Como foi que você se perdeu em um personagem? Eu abaixo o volume minha resposta é o silêncio. Eu abaixo o volume Meu inimigo é outro. Eu abaixo o volume Meu inimigo é outro. Eu abaixo o volume minha resposta é o silêncio.
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
A mente danificada Convulsões políticas Atenção alterada O medo de ninguém notar Na superfície Nada tem profundidade Com correntes nas mãos Bradando a liberdade Mortos que caminham Um desejo constante por mais Mortos que caminham Que se alimentam de migalhas digitais Ondas e marés de redes O excesso de informação Inundando os dias Consumindo mais E menos conscientes Fragmentando o discernimento Alimentando o feed Desejos incontroláveis De validações descartáveis
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Ouça aquilo que não é dito Sem palavras, mas com um murmúrio O som das ondas A água corrente Tudo isso é um pranto O lamento pelo que não foi O sussurro Do fracasso contido Da covardia escondida Assobiando entre as árvores, É um vento, que assusta Mas não destrói. A noite sustenta seu coração Não peça alegria, não espere ilusão Parte de mim é o que grito, mas a maior parte é silêncio Nascemos no escuro e tememos a falta de luz Temos medo de mergulhar no mais profundo E o som da onda que se quebra É o mesmo da esperança desabada Quando a noite é um refúgio O dia açoita. Flutuar no anseio da superfície Não desistir da prudência Aceitar a inercia. As ondas são os fantasmas, que nos atrapalham o sono Em um vai e vem de desejos tardios Atormentados por um murmúrio.
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Ar! Não há como respirar Náuseas Como controlar o medo de acabar? Agonia descendida da mente às vísceras O corpo desistindo desfazendo-se lentamente Asfixia Meu peito a palpitar Tremores, loucura Me diga, como controlar? O medo de acabar! Eu temo como quem nega, quer negociar Suplica e sabe que não há nenhuma forma de ganhar. Deixar a carne apodrecer Banhada a lágrimas.
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Vivendo a distopia em tempos áridos Orando pela chuva, que só cai negra ou ácida Lua e sol sangrentos, tumores de um mundo apodrecido parasitado sistematicamente por células cancerígenas Esse demônio sem face, aparece como um deu$ Pedindo adoração à sua própria religião Vendendo esperança na loucura Com uma fé mercenária Invadindo progressivamente Crescendo desordenadamente Adoece, seca, queima Metástases de um mundo apodrecido A chaga do demônio dissemina um ideal de prosperidade mas só causa adoecimento e morte
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Os horrores de ontem Vistos com os olhos de hoje Em um mundo dominado, de narrativas controladas Atrocidades são justificáveis Tudo é propaganda. Veja o círculo de abutres A fúria das chamas abriu feridas Reduziu resistências a cinzas Sobraram estilhaços do que poderia ser um futuro Uma geração esmagada. O medo se tornou terror. Olhe para o alto Veja o círculo de abutres... Fazem a máquina girar Disparam os gatilhos Quem patrocina a guerra? Quem lucra com a dor?
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026