O Último Descanso Finalmente lhe É Concedido
Maldito sentimento que jamais me abandona Se tivessem palavras para descreve-lo Elas cortariam a garganta de tão doídas Que merda de vida fudida é essa Não pedi pra viver isso Há tanto o que pensar O que sentir? Sempre vem atona Tantos gritos Sucumbidos Em pesadelos de siluetas semelhantes A uma que me excita a penumbra de dias amargurados Amado ódio meu, tão retroativo Alimento-te com o vigor de minha vida que passa Enquanto obsеrvo minha sanidade se desfacеlar pelo ar Dessa palidez depressiva, meu refúgio de ódio Estou chorando Babando de ódio e me machucando Martírio meu, tão retroativo Alimento-te com a minha desfacelada sanidade Pois o que se resta agora é só o ódio Que dessa vez veio pra ficar Se não fosse, só esse vácuo Vida que se arrasta em morte Morte, sentido da vida Minha vida é uma constante morte Ao ódio que sinto todo dia Ao desdém que descarrego todo dia Que foge de meu peito tanta raiva Fogem de meus olhos em forma de lágrimas De vergonha
Submitted by VladTheImpaler666 — Jun 27, 2026
A amargura Da vida que engulo com tanto ódio A estima da dor e remorso Se transcrevendo eternamente em desdém e escárnio Ódio, ódio, ódio Sentimento que me toma conta Tristeza, apatia e melancolia Sentimentos que tomam minha vida Porra sem significado De novo, todo cortado Machucado por rejeições escritas na carne Lastimado por frustrações descontadas na carne A morte me espera, ou eu espеro ela? A vida ja não se é presеnte mais A letargia da decepção ja é monótona e esperada Precedida pela depreciação De agora em diante sou nada, por nada vivo, por nada continuo Tomado por vultos de pura vingança demasiada Todos os dias eu a odeio Todas as noites ainda a espero Todos os dias a desprezo Todas as noites desejo sua morte Patologia de minha vida Esmerado de dor e agonia Vida, que agora jaz em minhas feridas Que abro em um pranto de distimia A lacuna de afeto, presente na agressividade A apatia minguante em reciprocidade A você que a tanto me esqueceu A você que jamais me entendeu O vácuo sentimental, maldito fardo Em minha via crucis depressiva chamada vida É quase como se estivesse me afogando em lâminas e comprimidos
Submitted by VladTheImpaler666 — Jun 27, 2026
Você volta, outra vez Sua presença ja me range os ossos Tanto o que se pensar Tanto o que se falar Pra você Minha cólera é demasiada Noites em claro, desabafos, fadados a um novo inicio De um ciclo destrutivo Dias em dor, remorso e constrangimento Por uma vida minada por sua presença Ó odioso ser de minha convivência O fantasma clamante por voltar a estar vivo Reviver o ódio, o amado sentimento retroativo O desprezado sentimento sufocado O tedioso passar dos dias nessa valsa de dor Que vez por vez trocamos quеm conduz e até aonde vai Um dia fora algo, foi tudo, meu mundo Agora não podе ser nada, tem que ser menos, esquecer tudo E engolir os sapos de um presente emergente de um passado que é um cemitério No qual pra sempre lhe sepulto sem chance de volta Você me fez chorar Me fez parar Parar de falar Você me fez gritar Me aquietar Deixar de chorar Você escapuliu de meus dedos, de escolhas que você fez De coisas que você disse De coisas que você fez e agora chora por eu ter chorado Encho seu tumulo com minhas lágrimas e a muito custo Te sepulto em meu desdém O vento que sopra agora em meu rosto Limpando as lágrimas Varrendo o cansaço Secando minha feição, tão morta e exausta De coisas que você disse, de coisas que você fez A memória mais bonita, foi ter ido embora e deixar você morrer O perpetuar de sua morte, seria mais intenso te vendo me matar Pelo amor que te dei, respondido com memórias de desdém
Submitted by VladTheImpaler666 — Jun 27, 2026
No que se baseia minha tristeza? Tão vazia quanto cada lágrima escorrendo por minha feição Gélida e inerente perante tanta agonia De ver você partir De sentir ninguém ficar Tamanha frustração que carrego no peito Infinita lamúria e desprezo Minha vida é uma desgraça Nunca pedi para nascer, sou apenas um fardo no mundo Não sei por que insistir em continuar Se só oque me resta é chorar Ter que sempre lamentar Tantos ferimentos e angústias a sangrar Nunca mais irei acordar Nesse mundo não quero mais ficar Em sono profundo pretendo continuar Não aguento mais sempre fraquejar Sentindo meu coração se despedaçar E meu ódio aumentar Vida, lamúria abissal Morte, lamúria abissal Esquecido pela luz Nesse abismo de desolação Vida, lamúria abissal Não existe Quem me odeie mais Do que o nojo Que sinto de mim mesmo A cada olhar Nesse espelho Minha prisão sem paredes Minha insanidade sem fim Minha lamúria abissal Minha morte em vida Agonia pulsante, ludibriante E o constante amargar dos dias que se passam e morrem Entre mais dias que nem deviam ter começado Andando pelos rios, de sangue e lágrimas Pelos corredores de meu labirinto depressivo Me deparando com os mesmos caminhos sem saída A perdição é saída Vou me perder pra me encontrar Me reunir com minha loucura Insanidade angustiante Lamúria abissal
Submitted by VladTheImpaler666 — Jun 27, 2026
Solidão, trevas, dor Sempre, sempre em ambundância Nesse oceano me afogo Ocioso pela vida que jaz sem volta Tristeza, apatia que se aflora De forma repentina ou brutalmente infligida Dor, solidão, vácuo De vida que se arrasta até o além abismo Sanidade morre Minha sanidade está acabando É loucura, tristeza, loucura Se a vida não é só sofrimento? Se a vida não é só tortura? O que você fez comigo minha vida toda? Sempre indo embora então? Oque eu conheço como vida? Será quе isso é morte? Não sei de mais nada difеrente à isso Nada vai além Nada me tira mais daqui Sua presença me sufoca Quero ir embora daqui Por favor me leve embora Sim, embora Eu quero ir embora Eu lhe imploro, me deixe ir embora Este é meu abismo A lacuna de minha alma O lugar a qual habito Esse é meu abismo Fúlgido e sombrio Morto e decaído Dos mais profundos e sombrios murmúrios de minha alma Da mortalha de meus sentimentos Vos apresento O além abismo E a vida oque seria além de tristeza? E a vida oque seria além de solidão? A vida é nada Porra maldita, vácuo Vácuo existencial Me dói cada vertébra A ranhura de minha amargura Me dói cada segundo Continuar a viver nessa terra Eu quero ir embora Me leve embora, por favor Por favor
Submitted by VladTheImpaler666 — Jun 27, 2026