Toda história pela frente
Toda luz que me faz entender o que passou O escuro é o pai dos meus sonhos, a luz o abraçou Luz é parida e do escuro traz verdade A terra desconquistada atravessando corações Tamanha a gana por viva essência Errantes, no som lhes abrigaremos Junto aos encantos de antigas formas Que de longe vieram rugir novamente A liberdade dos organismos coletivos Lavar com marés a treva do homem e da mulher Lavar com marés a luz de ontem Vou sem desejos enterrados Aondе o passado não sangra Pra tarde queimar minhas dores E ouvir o brado dos raios E sonhar mеus sonhos perdidos aqui Deixei pelo caminho O peso dos meus rastros Vi luz se entregar às sombras Choros rompendo aos sopros Às vidas perdidas ao nunca Na longa morte dos dias Ante cegas iras pulsa o absurdo Ãmago onde fim só imaginam Lá se encontra nossa última descida Para saber novos sentidos, pertencer À sábia impermanência que nos charma
Submitted by NecroLord — Jun 25, 2026
Há só noite em mentes ocupadas E nos corações que enxergam e anseiam Os caminhos são incertos, mas, a vontade é certa Porque a calma e a justiça não existem para todos Exclusivas da primeira sorte dos que nascem podendo Anseiam por toda história pela frente A força vem das lamúrias incessantes que habitam os ouvidos E dos choros ancestrais, que avisam em sonhos, cada sinal de problema Soam sem parar, no escuro e mesmo assim, tentam Com a coragem dos desеsperados Toda mágoa do mundo cai do céu como chuva Ninguém entendе de onde vem Olhares para cima que vêem só abandono Esgotados, porém, vivos Sonhos de um mundo morto Agora sem seus lares Vagueiam flutuando pelo cosmos e além Sonhos de um mundo vivo Agora em nossas mentes Os corpos carregados Para luta até o fim
Submitted by NecroLord — Jun 25, 2026
Em ruas, vielas, castelos Nas vivências ardidas de luta e dor Há pilhas de palavras que desmonoram todas vezes que são ditas Quando esperam que a linguagem seja consciência praticada Que as batalhas de hoje se inspirem nas de ontem Que caia o amontado de ilusões Perdidos em arte, bagunçado em conhecimento Pois, nada contempla o que é certo quanto o filho faminto Que caia os muros Que caia as fronteiras Falácias abstratas demais para se agarrar Os desejos, abstratos demais para se inspirar As dores sim, reais demais para se esquecer O sofrer que faz falta para alguns Cria sombra no pesar do dia a dia de outrem Dia após dia E a miséria da sabedoria desnortea o entendimento A filosofia não vivida guia os corpos para falta de organização As más concepções de causa e efeito é regra, como a mentira dos direitos O fogo engolido em prol de nossa paz O silêncio dos desacordados O choro engolido em prol de falsa paz O barulho da mente, os corpos ansiosos O fogo destemido é por nossa paz Em confusão de entender a realidade Joga-se no ar poesia perdida como esta Bandidas entre linhas, labirinto de símbolos E cada verso não faz sentido E o que é dito não é vivido Muito menos sentido Mas, tudo passará Vamos viver novas frases Novas palavras virão Acompanhadas por ritmos Cantadas em terra justa Que toda história pela frente Se resuma em dança Onde nenhuma voz é menor que outra
Submitted by NecroLord — Jun 25, 2026