Em Lucefécit
Corvos passam, gritando… No vale, obliterado por séculos de tormentos Sorvo de ti os meus lamentos Bebo da fonte de sabedoria Um facho ao longe ilumina A floresta ébria de fuligem Isto fascina-me O lúgubre sabor da melancolia A agreste dor da revolta A sede ilumina corvos que esvoaçam
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Noite dentro Lua cheia Vento forte Enebriante Tochas acendem-se Fogueiras rituais Danças embriagadas Delírios animais Divindades retornam Em magia primordial Pactos reforçados Os caminhos do submundo serão retomados Noite dentro Lua cheia Vento forte Enebriante
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Edifício majestoso, casa da sabedoria As suas salas obscuras guardavam Atrás dos muros de Alexandria Quanto conhecimento destruído, obliterado Quantos ideais o pó das cinzas terá levado Quanta falta farão as palavras perdidas Na fúria dos ignorantes imoladas, destruídas O ouroborus do destino repousa nas suas ruínas Há dois mil anos imoladas Cinzas da sabedoria
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Hostil força da natureza na qual se busca a certeza Vil deserto, vil Dos ventos que te precorrem Em ti busco refúgio No teu âmago, vazio Sem rios serpenteantes Ou vagens luxuriantes Árido, seco Poeira no ar Ao longe, um oásis se transforma Num vórtice, espiral de vento animal De mil ecos anciãos Cultos pagãos Servos de ninguém Apenas poeira resta E até a dura giesta tambem ela pereceu Deserto!
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Malogrado nome, heresia infame Eternos segredos profanos Mistérios encerrados nos teus vales No calor de uma terra inóspita O ancião Endovélico Repousa, no submundo E vem ao chamamento Nas tuas margens, morada e altar Lucefécit, ribeira sagrada, deserto
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Velas iluminam a noite escura Ermida em terra de ninguém As paredes equiláteras amuralhadas Escondem velhas lendas contadas Por anciãs que balbuceiam Palavras em dialetos esquecidos No ocre enegrecido Dde um deserto sem fim Opulentas figuras que repousam No entoar dos séculos Que vão esquecendo e enegrecendo Naquela ermida Amuralhada, na raia plantada Epifania revelada Visões no deambulatório
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Ao raiar do sol entrar pela porta esquerda Ali repousa a nave octogonal Fortificação secular, torre amuralhada No topo da colina isolada Dominadora da paisagem Em que há séculos paira perpétua aura de mistério Obcessão por secretos actos esotéricos Escavados, reencontrados no monte do templo Morada de Salomão Conquistado em calamidade Um portal para o desconhecido Nas profundas catacumbas onde as reliquias repousam Ainda hoje, séculos volvidos As torres de menagem repousam Símbolos de um império Perdido na penumbra
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026
Silenciosa, no meio dos ratos A sombra mais negra Da idade das trevas chegou Espalhando-se pela imundice Que o fanatismo provocou Como um presságio entregue A peste negra dizimou A morte bate à porta de cada casa A peste negra está a chegar A peste negra está a chegar A chegar... A sombra mais negra Da idade das trevas chegou E tudo e todos dizimou
Submitted by Nargaroth — Jun 18, 2026