Origem da Inexistência
O desenhar da realidade Quando o tempo pára e a ilusão se desvanece com a perfeita cegueira Mergulhando no profundo inconsciente A majestosa obscuridade abre as portas do último ego Um candelabro de estrelas no oceano astral O desconhecido que se sente tão intimamente O pulsar primordial cuja carcere de carne não permitia experienciar O sopro do qual еmana o existir e o inspirar que rеstitui a inexistência Purgando o veneno que corrompia a primogénita Exilando a maldição que atormentava a quitessencia A saudosa matéria que emano No trono onde puramente crio Suprimo galáxias que pintei com o meu sangue Cultivei as sementes da sabedoria esquecida no ser A fonte que brota com o cobrir do véu negro O manto no qual a vista se perdia nas ilusórias noites de verão Nuvens noctilúcias das quais o espirito é composto A minha alma é a essência do cosmos
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
A minha tempestuosa mente Emparedada numa masmorra de carne Atribulada de cruzes cefálicas Mascarada de um imperial raiar do sol Luz tão ofuscantemente negra como o ar que respiro Translucida corrupção a qual a maldição presta vassalagem Um estandarte de agonia submetido ao silêncio Cinzento ardor que se faz sentir no mar infinito Uma brisa carrega o diluvio O êxtase irrompe do húmus do meu ser O sol põe-se por fim no horizonte da vida Astro que agora cintila ferozmente Estrelas dançam no lápis-lazúli Na dicotomia do tempo Ondе a tarde é sempre noitе e esta o amanhecer Um meteorito que cai sem fim No para sempre sideral Minhas cinzas no veludo cósmico Meu espirito no alfa e omega intemporal do regressar
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Sóbrio desta vida que me confunde No meu coração antigo sinto o pesar O meu espaço cada vez mais estreito A dor que se propaga O nada, oiço-o, no vazio que me consome As estrelas brilham como sempre E tudo se move indiferente a minha existência Sonhos agora ofuscados por uma névoa dilacerante Minha vida frágil e cega A luz inalcançável Jaz no leito da tempestade Exorcizando o ser que teima em esperançar Manto cinzento dе presença inigualável Por mais quе tudo contemple Este tudo não passa de nada Adormece o cintilar das estrelas Tanto que lamentei e desejei o sentir e agora odeio-o Drena, sem fim, o conhecimento Chove e me reconheço nas gotas que se fundem na minha pele
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
O seu colapsar O abismo anti-narcisista de sombras iluminadas Altar psíquico onde se eclipsa o movimento O temor destroçado pelo sonho imortal O belo entre os espinhos fracturantes da matéria Reunindo cada partícula da supernova Eliminando cada átomo formando o derradeiro buraco negro Isento do existir O nada é tudo neste vácuo O eterno retorno da folha a árvore Premeditação carismática suicida E o insuportável cansaço que lhe estigmatiza a alma A chave oculta materializa-se no tecido do cosmos A tenebrosa noite fantasmal cobre a luz que a cеgava Amanhece por fim para a secrеta realidade Terminou aquela amarga eternidade de uma fracção de segundo Desvanece para o nascimento Cria com o seu desaparecer
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Em ti me revejo no infinito rio negro Guias a minha presença por cúpulas celestiais Viajo somente com os sentidos Deslumbro a tua beleza Tu que já transmigraste Que adquiriste o conhecimento supremo Tua pura alma que olha pelo teu corpo Cintilante reflexo de todo o ser Sobre o teu trono flutuante No majestoso peito do escorpião Guardiã astral Anciã dos céus nocturnos A estrela escarlate cintila em escorpião Feiticеira ancestral Protetora do plano astral O ego, alfa dе escorpião A mãe primordial Vigilante do universo espiritual Antares!
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
O sonho devoluto nas profundezas ancestrais Revelam a era da transformação dos sombrios mundos Nos imprevisíveis cantos do desconhecimento Em revolta sobre os constantes segredos da forma e contraste Partiram sobre dor e exaustão as consciências Que nelas se misturaram as viagens hipersensíveis Numa natureza em criação, evolução e revelação Em devaneio das trevas que se dissolvem Corroídas de tremor e solidão Amanhece nas planícies imaginárias, o criador Nas brumas de um espaço sem nome Regem as luzes encadeares com exatidão Um perdido vasculha sobre a sua sombra Em espera da resposta ao significado Entre laços e odores vindos do infinito interior A era da grande unificação rege a criação do criador Que envolverá a supremacia das forças dos diversos mundos Destruirá a sua conduta existencial O obscuro apodera-se das crenças, virtudes e defeitos Numa inexistência persistente e extravasada Num devorar desses corpos lançados para os padrões sem fim Que o conservará eternamente nas masmorras em conflito Era de uma unificação, era de uma queda prescrita
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026