Desmaterialização
Mantimentos desorganizados Em meu museu pessoal de fracassos Antigas relações mergulham no líquido do afastar Quaisquer resquícios do que eu tinha tornaram a apagar O adeus ressoa em anos de chuva Tal perda me priva do esquecimento Permaneça na viagem e mande-me sinais Sinais de que nada valeu a pena E no momento de percepção, desespero A opções de diferеntes dores sou apresеntado E nenhuma escapatória se coloca sobre mim O choque desintegra qualquer fé E a criatura espera para atacar sorrateiramente Meus membros são arrancados Pouco a pouco nota-se meu fracasso O que se classificava amor é medo Poderia perder-me na irrealidade E pelas portas abertas, vejo as armadilhas Nenhum laço me tirará deste lugar opressivo E nenhuma ilusão de sol me dará luz real Desejos irreais perturbam meu afeto Por trás da minha cabeça, ouço parte de um estalo E a liberdade é, por fim, garantida à minha alma
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Abrindo exceções para instâncias de ocultação Em respaldo de traumas subconscientes Guardo a mim retratos de ocorrências futuras Mas a emoção transborda em meu tremor Concepções ilusórias são realidades em fila para acontecer Tuas tentativas de reconforto são o manto de intenções desconhecidas A luz lunar adentra meu reduto e prepara-me para a catarse Noticiando-me a verdade, doto-me de certeza passada A paralisia se alastra, levando-me ao vale das memórias Nota-se o alargamento, e as arcaicas cores se dissipam Ao ganho constante de peso, o desfecho distancia-se ao infinito Viro-me em um susto - a figura disforme evidencia-se como um agouro No vácuo, a tentativa d'um último grito é interrompida E nas ruínas de uma cidade abstrata, faço-me apenas outra alma silenciada
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026
Considerações nunca finais acerca do apreço Um lapso de comunicação Tal horror - tal desejo - administra-me a dose de arrependimento Corro-me ao acontecimento certo de companhia, ao menos uma vez Despertando ao som do pânico, a água queima minha superfície E uma aspereza rudimentar exerce-me como alvo de culpa Empurrões destinados à sala de tortura, nenhum ombro é amigo Os corredores hospitalares estão deteriorando... Após a espera, finalmente encontraram seu bode expiatório Descarregue seu desdém, pois minha coluna não mais funciona Descarregue sua violência, pois meus órgãos foram anestesiados E após a espera, finalmente meu desmembramento alegra a todos! Registro receios passados para reafirmar a constância do presente no futuro Quando sentirem que minhas memórias bloqueiam-lhes o benefício do uso, saibam: O desapreço exterior é a energia que sustenta maciças barreiras de suspeita Afinal, acusar-me de evasão faz-se o método mais simples de desqualificação, certo?
Submitted by SerpentEve — Jun 17, 2026