Imperium
(<em>Instrumental</em>)
Submitted by Celtic Frost — Jun 18, 2026
Entender o Brasil de hoje É entender o Brasil de sempre A distância entre projetos diferentes Um feito por múmias, outro feito por gente O espelho para este país Um dia já foi Paris Hoje Miami, talvez Berlim Séculos de contradições Tanta filosofia e nações Ordem e Progresso para depor o imperador Democradura ou dita-C.I.A A culpa não é da igreja A culpa não é de Jesus A culpa não é dos ateus, árabes e judeus O problema é seu Imperium! A culpa não é do rei Não é por ser fora da lei Não é culpa do ultimo a saber! O preconceito não é fácil convencer Quando se fala a verdade Não suportam sinceridade Seculos de contradições Tanta filosofia e nações Ordem e Progresso Pra depor o imperador Democradura ou Dita C.I.A A culpa não é da igreja A culpa não é de Jesus A culpa não é dos ateus Árabes e judeus O problema é seu Imperium! Muda de roupa, mas não muda a cabeça Preconceito de idade não é surpresa Repetir bobagens sem apurar os fatos O elo mais fraco sempre paga o pato Muito discurso e pouca pratica Como tem gente babaca! Arrancaram o amor da bandeira A pedra rola solta pela ribanceira!
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
Edgar recebe de herança uma mansão Abandonada por deus Casa fantasma que nenhum antepassado dele quis Erguida há dois séculos em pleno império escravocrata Na cidade aristocrática, fundada pelo imperador O dono da casa perdera a razão Morrera recluso em interior no belo palácio que construíra Para a esposa que no quarto se enforcou Amaldiçoados! No século XXI, o único herdeiro vivendo no exterior Voltou ao Brasil para conhecer melhor a mansão que herdou Assim chegou, a sensação de ser julgado como Alguém condenável por memórias que não eram suas Retornar teria sido inaceitável? Tendo cruzado o jardim mal cuidado, subindo as escadas Com sofreguidão, respirando o ar viciado Impregnado de excessiva tensão Amaldiçoados! Eolo infla as velas e Poseidon abre os caminhos Edgar agarra as chaves do destino Sem asas de cera, com coração de vidro Lar de brancos, negros e mulatos, tão unidos quanto separados
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
1880 O país imperial vivia em compasso de espera O idoso imperadoe ansiava pela aposentadoria O fim de uma era! Prepara a filha para sucedê-lo, no trono! Nas costas dos negros a economia, no tronco! Último rei na América do sul último a extinguir o tráfico negreiro O velho ilustrado e demente A miséria campeava pelo interior Não correspondia à realidade Culpem a senilidade! Os imperadores no palácio, de cristal! Construído na cidade próxima, a capital! O clima das montanhas, nada tropical Na base da sociedade, os militares conspiravam Derrubar o sistema e o governo e sabotar! Mestres ficam cegos, surdos são os servos Convoquem os tolos Convoquem os sábios da antiguidade instigados pela inveja Vontade de ser o que nunca serão Militares nunca respeitaram o rei Assim como os civis nunca respeitarão
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
Mesmo que o tenham aconselhado a não pernoitar na casa miserável Edgar decide lá ficar com destemor, o sono intranquilo, de museu o odor A voz fantasmagórica em sua mente pede ao jovem: derrube a parede Apesar de não crer em conselhos do além, da demolição surgiu o diário que ninguém nunca viu Escrito por Thomas o seu tataravô Confissões de mais de um século atrás podem abalar o mundo atual A cada página, o herdeiro passa mal As estrelas irmãs choram de emoção Abrem-se os chacras, perdoam-se as mágoas Unem-se as almas imortais O uno, dualidade, trindade Edgar compreenda quem você é
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
O imperador não queria entender o que recebera Como se fosse um fardo Victor receava Reis governam para nada mudar Victor só pensava em entregar o poder a filha Grotesca essa é Vinte anos de passaram desde a guerra Que dividiu a nação para manter o seu réles valor Cabeças nas alturas, pés de barro Os republicanos já tramavam Não se importam se derrubarem o velho Desde que permaneçam com os mesmos privilégios Escravo e sinhô Me ufana o Brasil
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
A cidade imperial recebe um novo casal: Thomas e Rose A mansão erguida sem trabalho escravo Thomas abolicionista de fato O imperador fez questão de conhecê-los Enfeiticá-los com seus encantos O rei insinuou-se Duas visões de mundo, um impasse profundo Nenhum vencido ou derrotado Centro, direita, esquerda Tudo uma besteira, tá tudo errado Todos brigando por trocados Republicanos e abolicionista Thomas não simpatiza com o imperador Victor se vinga com malícia Seduz Rose com presentes e caricias A partir de então, convites enviados à mansão Chamam o casal ao palácio real Cortejada, Rose a esposa oculta suas intenções Com olhos oblíquos de capitu Frequenta o palácio mais e mais Tamanha a insistência do imperador Thomas nada percebe Está arma a cilada Abre o olho, seu doutor! No caixão o prego, o farol de cegos Juntam-se aos destroços Não se comprometem O inocular da peste
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
Rose comunica que carreha em seu ventro o filho querido, fruto do amor pela iniquidade Thomas brinda pela sua infelicidade "Só acredito em um deus que possa dançar" A corte comentava assim como a escória da cidade Os criados todos sabiam O marido duvidava do que ouvia As peles não se tocam como corpos no jazigo Não se deitam nem se exitam Mulher e marido, falsa poesia Como se pudessem evitar O amor cega a quem deixar O poder ilude, corrompe mulheres e homens Há há há há há
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
A criança nasce doente Que estranho, não se parece com o pai Desconfiado, Thomas cobra da esposa a duvida que a trai O único inimigo de mim sou eu E quem pode ser mais? Rose nega até o final Diz que nada fizera de mal Ela acredita ter sido esperta Ficar com o outro e não ser descoberta Preocupada com a moral Rose cobra o imperador Ela exige que ele assuma o filho Victor ilhe pede mais uns dias para confessar Canalha! Victor ordena aos monstros que calem Rose com algum dinheiro e deem um cargo importante ao marido para que ela deixa tudo como está A esposa enlouquecida se enforca O imperador envia condolências O viúvo enfim compreende O único inimigo de mim sou eu E quem pode ser mais? Thomas olho para o berço Sabendo que ama a criança, mas atormentados Só pensa em tirar a vida de quem o havia condenado O maldito imperador
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
Thomas caminha ao palácio de cristal De arma em punho, a bala o testemunho Victor tomba ferido, Thomas foge sem tempo de ver o rei se erguer são e salvo Na mesma noite, os militares consumam o golpe para lançar a família real a um futuro miserável A república se instaura fanática militar Cronos castra; urano devora Zeus, o sexto filho manda o pai par o exilium Republica contaminada, parcial, militar, quimeras mil varreram para baixo o Brasil Todos soldados acreditam que o imperium acabara Mal sabiam que linhagem real não cessara Thomas acredita ter sido o responsável pela crise O pai envia o bebê em segredo a um internato O viúvo recluso deixa um diário enterrado na parede
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
O grande segredo entre linhas mal traçadas Traição o diário denunciava Purgatório e paraíso, trégua frágil e suicídio Aparências só enganam Juventude poderosa, velhice rancorosos Recusam-se a ceder, calam-se orgulhosas O segredo emparedado por mais de um século horroriza o tetraneto Vos perdoo, perdoem-me O futuro do passado está presente Edgar soube na hora ser ele a própria História: o descendente do bastardo amaldiçoado A chuva no teto, espíritos por perto Do seio da nuvem negra um raio de lucidez O império restaurado em sua pompa e glória Seres da floresta entregam a coroa a Edgar nosso rei Aponte a aracu e arapari
Submitted by Iron_Wraith — Jun 14, 2026
(<em>Instrumental</em>)
Submitted by Celtic Frost — Jun 18, 2026